Introdução
O que é Fibromialgia?
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica caracterizada por dor musculoesquelética espalhada pelo corpo, que persiste por mais de três meses e costuma vir acompanhada de cansaço, sono que não descansa e dificuldade de concentração. Não existe uma lesão visível nos músculos ou nas articulações: a condição está ligada a uma alteração na forma como o sistema nervoso processa os estímulos de dor, que passam a ser percebidos de maneira amplificada.
A fibromialgia não causa deformidades nem desgaste das articulações, mas pode comprometer bastante o trabalho, o sono, a disposição e o bem-estar emocional. Por isso, o diagnóstico correto e um plano de cuidado individualizado fazem diferença na qualidade de vida.
Como acontece
Quem tem mais chance de desenvolver?
A fibromialgia é mais comum em mulheres entre 30 e 55 anos, mas também pode acometer homens, idosos e, mais raramente, adolescentes. Alguns fatores estão associados ao seu aparecimento:
- Histórico familiar de fibromialgia ou dor crônica;
- Distúrbios do sono e estresse persistente;
- Outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus;
- Traumas físicos, cirurgias ou infecções que antecedem o início dos sintomas.
Sintomas e Diagnóstico
Como identificar a fibromialgia?
O sintoma principal é a dor difusa, presente nos dois lados do corpo, acima e abaixo da cintura, por pelo menos três meses. Com frequência, ela vem acompanhada de outros sinais:
- Sensibilidade aumentada ao toque e à pressão;
- Cansaço persistente, mesmo após uma noite de sono;
- Sono leve ou não reparador;
- Rigidez muscular ao acordar;
- Dificuldade de memória e concentração;
- Formigamento em braços e pernas;
- Dor de cabeça, alterações intestinais, ansiedade ou alterações de humor.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da fibromialgia é clínico, feito a partir da conversa detalhada com o paciente e do exame físico, seguindo os critérios do Colégio Americano de Reumatologia, que avaliam a distribuição da dor pelo corpo e a intensidade dos sintomas associados.
Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme a fibromialgia. Os exames são solicitados para descartar condições com sintomas parecidos, como alterações da tireoide, deficiência de vitamina D, doenças reumáticas inflamatórias, problemas de coluna e artrose.
Por que passar por uma avaliação ortopédica?
A dor da fibromialgia é muitas vezes confundida com problemas de coluna, tendinites, bursites ou artrose, e essas condições também podem existir ao mesmo tempo. A avaliação ortopédica ajuda a diferenciar a origem da dor, evitar exames e procedimentos desnecessários e definir o que realmente precisa ser tratado em cada caso.
Tratamentos
Como é o tratamento da Fibromialgia?
A fibromialgia não tem cura, mas tem tratamento. O objetivo é controlar a dor, melhorar o sono e a disposição e devolver ao paciente a capacidade de realizar suas atividades com mais conforto. O plano é individualizado e, na maioria das vezes, combina diferentes abordagens, com acompanhamento multidisciplinar quando necessário.
Exercício físico orientado
É a base do tratamento. Atividades aeróbicas de baixo impacto, fortalecimento e alongamento, iniciadas de forma leve e com progressão gradual, ajudam a reduzir a dor e o cansaço ao longo do tempo.
Fisioterapia e reabilitação
Atua no condicionamento, na postura e no controle da dor, com um protocolo adaptado à tolerância e à rotina de cada paciente.
Infiltração em pontos dolorosos
Quando há dor muscular localizada associada, como pontos de tensão miofascial, a infiltração pode ajudar no alívio de regiões específicas.
Medicamentos
Quando indicados, são utilizados para modular a dor e melhorar a qualidade do sono. A escolha é individual e acompanhada de perto, já que analgésicos comuns e anti-inflamatórios costumam ter efeito limitado na fibromialgia.
Sono e saúde emocional
Cuidar do sono, do estresse e do humor faz parte do tratamento. Psicoterapia e acompanhamento com outros especialistas podem ser indicados como parte do plano de cuidado.
Neuromodulação
Em casos selecionados, pode ser considerada como recurso complementar no controle da dor crônica, sempre após avaliação médica individual.
Sobre mim
Dr. Rafael Tinoco
Ortopedia e Oncologia Ortopédica
CRM-RJ: 52-103491-0
Ortopedista e Oncologista ortopédico formado em Medicina pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Além disso, realizou estudos em instituições renomadas, como Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IOT-HC FMUSP), em que fez o aperfeiçoamento em Oncologia ortopédica, e Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
Realizou a residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital Miguel Couto, hospital de referência nesta área no Estado do Rio de Janeiro.
Além disso, possui especialização em Aplicações Complementares às Ciências Militares e Formação de Oficial Médico Militar pela Escola de Saúde do Exército -EsSEX.

